O papel da internet nas eleições 2012
A quantidade de partidos políticos fortalece ou enfraquece a democracia? Os números assustam. No Brasil, são 29 partidos com estatutos reconhecidos pelo TSE, 07 em processo de registro e 33 em processo de legalização. Ou seja, dos 69, 29 partidos pretendem disputar um espaço na mente do brasileiro e esperam no dia 07 de outubro, nada menos, que a vitória.
Meio de comunicação mais importante do século, a internet é a grande ferramenta que os políticos já puderam e podem utilizar nas eleições. O uso dela acontece no ambiente eleitoral desde o ano 2000, já a regulamentação do uso em detalhes só aconteceu a partir de 2008. O Tribunal Superior Eleitoral expediu nesse mesmo ano, antes mesmo de uma lei que regulamentasse o uso no Brasil, a resolução 22.718, que era responsável por definir o que podia e o que não podia ser usado. Essa resolução foi muito questionada pelo fato do TSE ser um órgão de regulamentação e não do legislativo e pelos parâmetros estabelecidos pela resolução.
Já em 2009, a legislação eleitoral foi alterada e a lei número 9.504 de 1997, reformulada. A internet pôde então, servir como plataforma de campanha de doações. Nas eleições de 2012 a resolução válida é a de número 23.370, que regulamenta e autoriza o uso das propagandas nas redes sociais. As propagandas poderão ser feitas desde que o site esteja hospedado no Brasil. Caso o provedor do site não seja brasileiro e o TSE identifique o “problema”, o órgão poderá multar o candidato. A propaganda eleitoral que antes podia ser feita apenas por sites com “domínios eleitorais específicos”, agora, poderá circular nas redes sociais, blogs, páginas pessoais dos candidatos ou no site de seus respectivos partidos e coligações. A data permitida para o início da veiculação desse material é 06 de julho.
A escolha para prefeito e vereador que acontecerá no dia 7 de outubro, poderá ser feita em um prazo maior este ano. A novidade é a utilização da “boca de urna virtual”. Diferentemente das eleições passadas, hoje o candidato pode trocar informações, enviar mensagens SMS e esclarecer dúvidas com os mais de 82.000.000 de usuários da rede, até o dia da eleição. Mas como os 29 partidos farão para conquistar os mais de 135.000.000 de eleitores? Cabe a nós, analisar, avaliar, cobrar, fiscalizar e decidir o voto baseado em fatos, porque contra eles, não há argumentos. Uma das várias formas de fiscalização desses representantes do povo é o site portaltransparencia.gov.br Ele traz informações sobre a Câmara dos Deputados, contas públicas, Controladoria-Geral da União e até um espaço para cadastramento que permite ao cidadão receber as atualizações do site.
Com todas essas oportunidades para uma melhor avaliação sobre o voto, o que se espera dos candidatos dos 29 partidos, fortalecendo ou enfraquecendo a democracia, é o que se espera de alguém de dispõe de vários canais de comunicação para mostrar trabalho e projetos que melhorem, de fato, a vida da população. Pois, assim como o jornalismo deve existir para melhorar a vida de todos os cidadãos, as eleições servem para escolher um líder que identifique um problema e com o poder na mão, faça algo para resolvê-lo. O que não pode acontecer ou continuar acontecendo, é o próprio representante do povo, varrer a sujeira para debaixo do tapete e ainda roubar quem lhe paga o salário. Em outubro lembre-se, o voto é de confiança.

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