segunda-feira, 28 de maio de 2012

Informação adaptada

        O papel, a prensa de Gutemberg, o telégrafo, o telefone, o rádio, a TV e a internet foram fundamentais na expansão da informação e na forma de produção da notícia. Desde a criação dessas ferramentas de comunicação e, principalmente, a partir da internet, o mundo é transformado diariamente com informações on-line, creditadas por profissionais ou simplesmente, amadores da rede. 
        A TV foi um dos maiores acontecimentos do século XX e a extinta TV Tupi fez sua primeira transmissão comercial em 1950. Essa ferramenta multimídia permitiu uma verdadeira revolução na forma de comunicação entre emissor e receptor. Uma simples notícia poderia ser transmitida por som e imagem de qualquer lugar do mundo. Após a televisão, a internet é que assume o papel de fenômeno desse século. Contudo, percebemos que de tempos em tempos as ferramentas mudam, a linguagem muda, os meios mudam e os profissionais também precisam mudar.
        O jornalista que era o responsável por descobrir, apurar e veicular a notícia, hoje é o mediador, o intérprete das muitas informações trazidas por inúmeras e diferentes fontes e é dele o papel de decisão na hora de priorizar o que de fato tem relevância para a população. Saber diferenciar quais os fatos que devem tornar-se notícia é o desafio. Atualmente o que diferencia um profissional de um simples usuário da rede é a qualidade e a credibilidade da notícia.
        O livro que já está durando um pouco mais na estante por não ser mais tão consultado é um dos indicativos de uma sociedade cada vez mais, tecnológica. “Amanhã, os livros podem vir a interessar apenas a um punhado de irredutíveis que irão saciar sua curiosidade nostálgica em museus e bibliotecas.” Esta foi a frase escolhida pelo professor, filósofo e escritor de O nome da rosa, Umberto Eco, para responder a uma pergunta sobre o futuro do livro, na internet. Será que o papel, que já era utilizado pela China no século , está perdendo seu valor? Perdendo ou não, o que o jornalista não pode fazer é veicular a notícia de forma rápida e equivocada, afinal, de nada adianta noticiar em tempo real sem antes certificar-se da veracidade da mesma.
        Com todas as novidades tecnológicas disponíveis, o domínio das ferramentas de trabalho pelos profissionais tornou-se uma obrigatoriedade, para que o mesmo que escreve possa opinar no roteiro, na qualidade e na fotografia. O desafio é diário e a confiança é construída aos poucos. Por isso priorizar é a palavra-chave. As técnicas da pirâmide invertida ou do 5W1H são primordiais à contribuição no tempo ou espaço da informação. Porém em meio a tanta interatividade e pressa, deve-se lembrar sempre na humanização da notícia. Utilizar o novo a favor do antigo, mas sem perder a proximidade com o leitor / espectador.
        Da descoberta do papel até a atualidade várias ferramentas de trabalho foram criadas e muitas duram até hoje, enquanto outras sobrevivem apenas na lembrança ou nos museus da comunicação. O que fica claro na história do jornalismo é que o profissional foi adaptando-se a cada nova ferramenta e que, por isso, a evolução pôde acontecer. Cabe ao profissional da área diferenciar-se dos amadores através do interesse incessante pelo relevante, feito com dedicação total para que a qualidade apareça, afinal ser bem sucedido na profissão, implica ser bem sucedido na vida e isso requer a busca até o limite e o melhor de si a cada tarefa.

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