quinta-feira, 31 de maio de 2012

Está chegando o dia 07 de outubro...



  O papel da internet nas eleições 2012


A quantidade de partidos políticos fortalece ou enfraquece a democracia? Os números assustam. No Brasil, são 29 partidos com estatutos reconhecidos pelo TSE, 07 em processo de registro e 33 em processo de legalização. Ou seja, dos 69, 29 partidos pretendem disputar um espaço na mente do brasileiro e esperam no dia 07 de outubro, nada menos, que a vitória.
                Meio de comunicação mais importante do século, a internet é a grande ferramenta que os políticos já puderam e podem utilizar nas eleições. O uso dela acontece no ambiente eleitoral desde o ano 2000, já a regulamentação do uso em detalhes só aconteceu a partir de 2008. O Tribunal Superior Eleitoral expediu nesse mesmo ano, antes mesmo de uma lei que regulamentasse o uso no Brasil, a resolução 22.718, que era responsável por definir o que podia e o que não podia ser usado. Essa resolução foi muito questionada pelo fato do TSE ser um órgão de regulamentação e não do legislativo e pelos parâmetros estabelecidos pela resolução.
                Já em 2009, a legislação eleitoral foi alterada e a lei número 9.504 de 1997, reformulada. A internet pôde então, servir como plataforma de campanha de doações. Nas eleições de 2012 a resolução válida é a de número 23.370, que regulamenta e autoriza o uso das propagandas nas redes sociais. As propagandas poderão ser feitas desde que o site esteja hospedado no Brasil. Caso o provedor do site não seja brasileiro e o TSE identifique o “problema”, o órgão poderá multar o candidato. A propaganda eleitoral que antes podia ser feita apenas por sites com “domínios eleitorais específicos”, agora, poderá circular nas redes sociais, blogs, páginas pessoais dos candidatos ou no site de seus respectivos partidos e coligações. A data permitida para o início da veiculação desse material é 06 de julho.
A escolha para prefeito e vereador que acontecerá no dia 7 de outubro, poderá ser feita em um prazo maior este ano. A novidade é a utilização da “boca de urna virtual”. Diferentemente das eleições passadas, hoje o candidato pode trocar informações, enviar mensagens SMS e esclarecer dúvidas com os mais de 82.000.000 de usuários da rede, até o dia da eleição. Mas como os 29 partidos farão para conquistar os mais de 135.000.000 de eleitores? Cabe a nós, analisar, avaliar, cobrar, fiscalizar e decidir o voto baseado em fatos, porque contra eles, não há argumentos.  Uma das várias formas de fiscalização desses representantes do povo é o site portaltransparencia.gov.br Ele traz informações sobre a Câmara dos Deputados, contas públicas, Controladoria-Geral da União e até um espaço para cadastramento que permite ao cidadão receber as atualizações do site.
Com todas essas oportunidades para uma melhor avaliação sobre o voto, o que se espera dos candidatos dos 29 partidos, fortalecendo ou enfraquecendo a democracia, é o que se espera de alguém de dispõe de vários canais de comunicação para mostrar trabalho e projetos que melhorem, de fato, a vida da população.  Pois, assim como o jornalismo deve existir para melhorar a vida de todos os cidadãos, as eleições servem para escolher um líder que identifique um problema e com o poder na mão, faça algo para resolvê-lo. O que não pode acontecer ou continuar acontecendo, é o próprio representante do povo, varrer a sujeira para debaixo do tapete e ainda roubar quem lhe paga o salário. Em outubro lembre-se, o voto é de confiança.
         

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Trabalho da AECA

Confira o texto sobre jornalismo científico publicado no portal da AECA Ceunsp Ciência. O trabalho foi produzido por mim e pelo acadêmico de jornalismo, Alex Lecovic.
http://aecaceunspciencia.blogspot.com.br/

segunda-feira, 28 de maio de 2012

100 páginas nem canetas

        Daqui, vejo apenas o quadrado mágico que me transporta para o mundo, frente a uma parede branca, mal feita é verdade, mas que roubou 5 minutos do meu pensamento. O som que não se pode separar do que é e de onde vem, me leva a pensar que as pessoas que aqui deveriam ficar em silêncio, falam muito. Alguém me interrompe pedindo para que eu sirva de testemunha. O computador ficou doido, disse ela. Dep...ois dessa frase muito conhecida entre todos, sim - porque o computador é sempre o problema e não nós – sigo dizendo que apesar do ar gelado sobre a minha cabeça, eu gosto de vir aqui. Algum tempo livre que preciso ficar em silêncio, para pensar no que ando fazendo, o que ando lendo e onde posso chegar.
        As perguntas que me são dirigidas às vezes, me incomodam. As pessoas querem saber demais, e acham que você é obrigada a responder o que elas querem ouvir. Esse tempo que fico aqui faço tudo, menos o que eu realmente deveria estar fazendo. Isso tudo é meio que um desabafo, sabe como é? Tanta coisa deveria mudar e tantos deveriam se permitir mudar... Mas quem sou eu afinal não é? A menina ao lado, que por sinal chama-se Viviane e é muito querida, divide comigo o ar gelado que vem de cima e o barulho do meu teclado. Escrevo rápido e sempre faço barulho. É mania, só escrevo assim, fazendo barulho, tec tec – espaço, tec tec, ponto final. Termino esse parágrafo dizendo que logo logo alguém vai chegar e me pedir para que eu feche todas as páginas da janela, enquanto isso eu e Viviane continuamos a dividir o mesmo som.
        Agora, inicio outro, apenas para contar que hoje o dia que começou “meia boca” está terminando de forma mais tranquila, depois de uma crise de nervos noturna, despertada por alguém que não tem muita noção das coisas da vida. Coisas do tipo, respeito! Me sinto pressionada e preciso desligar a janela para o mundo.
        Meu nome é Diana, tenho 26 anos e este não é o meu diário. Era apenas uma página em branco que agora registra um pouco mais do que penso e de como usei meu tempo e uma folha em branco virtual, para escrever mais uma página da minha história.

Informação adaptada

        O papel, a prensa de Gutemberg, o telégrafo, o telefone, o rádio, a TV e a internet foram fundamentais na expansão da informação e na forma de produção da notícia. Desde a criação dessas ferramentas de comunicação e, principalmente, a partir da internet, o mundo é transformado diariamente com informações on-line, creditadas por profissionais ou simplesmente, amadores da rede. 
        A TV foi um dos maiores acontecimentos do século XX e a extinta TV Tupi fez sua primeira transmissão comercial em 1950. Essa ferramenta multimídia permitiu uma verdadeira revolução na forma de comunicação entre emissor e receptor. Uma simples notícia poderia ser transmitida por som e imagem de qualquer lugar do mundo. Após a televisão, a internet é que assume o papel de fenômeno desse século. Contudo, percebemos que de tempos em tempos as ferramentas mudam, a linguagem muda, os meios mudam e os profissionais também precisam mudar.
        O jornalista que era o responsável por descobrir, apurar e veicular a notícia, hoje é o mediador, o intérprete das muitas informações trazidas por inúmeras e diferentes fontes e é dele o papel de decisão na hora de priorizar o que de fato tem relevância para a população. Saber diferenciar quais os fatos que devem tornar-se notícia é o desafio. Atualmente o que diferencia um profissional de um simples usuário da rede é a qualidade e a credibilidade da notícia.
        O livro que já está durando um pouco mais na estante por não ser mais tão consultado é um dos indicativos de uma sociedade cada vez mais, tecnológica. “Amanhã, os livros podem vir a interessar apenas a um punhado de irredutíveis que irão saciar sua curiosidade nostálgica em museus e bibliotecas.” Esta foi a frase escolhida pelo professor, filósofo e escritor de O nome da rosa, Umberto Eco, para responder a uma pergunta sobre o futuro do livro, na internet. Será que o papel, que já era utilizado pela China no século , está perdendo seu valor? Perdendo ou não, o que o jornalista não pode fazer é veicular a notícia de forma rápida e equivocada, afinal, de nada adianta noticiar em tempo real sem antes certificar-se da veracidade da mesma.
        Com todas as novidades tecnológicas disponíveis, o domínio das ferramentas de trabalho pelos profissionais tornou-se uma obrigatoriedade, para que o mesmo que escreve possa opinar no roteiro, na qualidade e na fotografia. O desafio é diário e a confiança é construída aos poucos. Por isso priorizar é a palavra-chave. As técnicas da pirâmide invertida ou do 5W1H são primordiais à contribuição no tempo ou espaço da informação. Porém em meio a tanta interatividade e pressa, deve-se lembrar sempre na humanização da notícia. Utilizar o novo a favor do antigo, mas sem perder a proximidade com o leitor / espectador.
        Da descoberta do papel até a atualidade várias ferramentas de trabalho foram criadas e muitas duram até hoje, enquanto outras sobrevivem apenas na lembrança ou nos museus da comunicação. O que fica claro na história do jornalismo é que o profissional foi adaptando-se a cada nova ferramenta e que, por isso, a evolução pôde acontecer. Cabe ao profissional da área diferenciar-se dos amadores através do interesse incessante pelo relevante, feito com dedicação total para que a qualidade apareça, afinal ser bem sucedido na profissão, implica ser bem sucedido na vida e isso requer a busca até o limite e o melhor de si a cada tarefa.